ASSIM COMO ERA ANTIGAMENTE 
 

(Publicada na segunda quinzena de março de 1.993) 

Enquanto PC Farias compra Mercedes zerinho zerinho (isso até me lembra a Janis Joplin: “Oh Lord, won’t you buy me a Mercedes-Benz”), o velho Fusca vem aí (Volkswagen – carro do povo), com a missão de possibilitar ao brasileiro o gostinho de adquirir seu carro zerado. E pelo visto, vai ser sucesso, pois algumas concessionárias já receberam pedidos, e algumas até já fizeram reservas para os ávidos clientes, afoitos para botar a mão no velho Fusquinha.

Nesse revival, os amantes do Maverick (se lembra?) já defendem sua volta, nem parecendo se incomodar com a fama de beberrão que o carro tem. E não pára por aí. Tem tomado corpo um movimento que propõe a volta da capital do país para o Rio de Janeiro. João Ricardo Moderno (epa!), 39, professor de filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, encabeça o movimento. É a onda retrô em voga. Assumindo a dianteira da vanguarda, a onda retrô.

Aqui em Patos, conversando com amigos, já encontrei quem defendesse a volta do Cine Garza, do Restaurante Tabu, dos bailes com música ao vivo no Mangueirão, da antiga rodoviária, de um velho ônibus que fazia a linha Patos/Aragão, das calças boca-de-sino, das bicicletas Phillips ou mesmo das novelas no rádio.

Nessa onda toda, até mesmo nossa trivial gripe já foi apelidada: gripe Fusquinha – vai e volta.

Os fãs pedem a volta dos Beatles, dos Sex Pistols, do Pink Floyd (tendo Roger Waters como vocalista) e do Genesis (no vocal de Peter Gabriel). Um dia desses, no Jô Soares Onze e Meia, um telespectador pediu a volta de Itamar Franco – para Juiz de Fora.

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