A morte já se engraçou
com meu avô várias vezes.
Seu corpo incha,
suas feridas se exaltam,
seus pulmões se cansam,
seu coração pára para pensar.
E ele não morre.
Há anos a morte
tem flertado com meu avô,
que ainda resiste,
embora fragilizado,
cansado,
gemente.
Nessa madrugada,
pensei que os dois
chegariam a um acordo.
Engano.
Foi só amanhecer
e o Sol bateu forte em seu peito.