Sou o que vou descobrindo de mim.
Sou os outros.
Um gesto que faço,
uma palavra que escolho,
uma inflexão.
Sou os outros,
e não sou qualquer um.
Sou aqueles que me sensibilizam.
Quando não sou sensibilizado,
não sou ninguém.
Sou o que meu corpo é.
Sou meu corpo.
Por isso sou triste,
sou cansaço,
sou desistência.
E serei morte.