Preciso me usar.
Preciso ser um parasita
em mim mesmo
para de mim extrair
todas as possibilidades
e sugar outras jamais imaginadas.
Torna-se imperioso
eu me consumir por inteiro,
até o ponto em que terei
de me adaptar,
para que continue me saciando.
Preciso revirar minhas entranhas
para beber de mim
enquanto mergulho em mim,
numa infindável e voraz exploração.